Sempre achei bacana a entonação que o Cid Moreira usava pra destacar os assuntos no global Jornal Nacional. Especialmente quando era F1, o tema.
Nessa época eu ainda gostava de carros de corrida na proporção inversa ao business gerado por eles. Isso permanece, mas mudou o rate. O business torna a disputa na pista cada vez mais artificial. Aliás, qualquer interferência externa torna artificial a disputa na pista.
De todo modo, a choradeira da moda é o desempenho pífio dos pneus Pirelli. Como o que vale "pro curriculo" sempre é o último desempenho/resultado na pista, todas as memórias, pen drives e chips da Tim (Claro, Oi e Vivo também, por que não?) estão carregadas com imagens parecidas com esta aqui:
O tempero sempre mutante dessa relação entre carro de corrida e business foi bem sacado pelo Beegola, aka Wagner Gonzalez, nesse texto aqui.
Em 1972 um paulista faturou o campeonato mundial de pilotos. Um paulista da zona oeste. Mas isso não faz a menor diferença. Em 1973 sua equipe entrou no campeonato com chance de ganhar outra vez. Dois pilotos de bom nível, ótimo carro, bom patrocínio - carro de corrida queima muito mais grana do que gasolina, e um gênio projetando e outro gerindo a bagaça toda.
Desnecessário dizer os nomes, mas vá lá, Emerson Fittipaldi, Ronnie Peterson, Anthony Colin Bruce Chapman, Ralph Bellamy e Lotus Cars. Os caras certos, no lugar certo, na hora certa e com grana no bolso. Uma receita infalível.
Só que não deu certo. Uns carros azuis de um inglês dentuço guiados por um vesgo e um tipo bonitão estragaram a brincadeira.
Mas isso é história, já, e todo mundo conhece.
Só que fuçando aqui e ali, tropeço neste documentário espetacular sobre a temporada de Formula 1 de 1973. Uma hora de duração e vale cada minuto.