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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Duprat

Não parece mas gosto de música. Na verdade parece sim. Volta e meia blogo alguma coisa sobre isso. Lado B, sempre. Nada nem ninguém famoso. Geralmente, produto do meu garimpo ou do de algum amigo (normalmente, o Willy).

Agora vai um lado A: Régis Duprat falando de Rogério Duprat, pai e tio de alguns dos meus amigos e amigas. Foi assim que sempre o vi: pai dum amigo meu que tolerava ensaios da banda de rock que tocava Red do King Krimson alto a ponto de quase rachar as vidraças da casa.   


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

sábado, 19 de julho de 2014

Dois tempos

Um carro de corrida é tão bom quanto a preparação que tem embarcada. E só. Quase qualquer carro acaba ficando rápido se for montado com critério e bom senso. Tem até uma Kombi taxi que usa mecânica Porsche que faz de sparring muito carro esportivo de boa griffe.

Mas o caso agora é de um carro que deixou de ser fabricado em 1967 e deixou de participar de competições oficialmente um pouco antes disso. Esteve em autódromos tanto de asfalto como de terra por um bom tempo ainda, nos rincões do sul do país.

Um conhecido jornalista carioca radicado em São Paulo líricamente usou um DKW nas corridas da Classic Cup por algumas temporadas até substituí-lo por um... Lada.

Critério e bom senso, sempre.

Mas em visita a famoso e conceituado preparador paulistano fui apresentado a um DKW de corrida nada lírico.

Edimar Della Barba, o mago da preparação dos motores VW refrigerados a ar, ataca motores tricilídricos a dois tempos com a mesma volúpia.

Alá:

Coletor de escape artesanalmente feito. Coisa de joalheiro.

Motor montado bem mais baixo do que o original de fábrica.

Caixa de marchas do Gol com motor refrigerado a ar.

Refrigeração ainda a termo sifão, só que com alguns upgrades.

A alavanca no assoalho (originalmente na coluna de direção) e o varão de
acionamento ainda estão na versão "rascunho".

Suspensão original, modificada. Ainda usa o feixe de molas transversal.

Como em todo produto com a griffe Della Barba, acabamento impecável. 

Perfís de alumínio dobrados como se fossem finos origamis.

sábado, 5 de julho de 2014

Aspirantes


Num Gol 1.6 com motor refrigerado a ar idêntico a esse aí de cima eu me sentia bem, ergonomicamente falando, depois de ter dado uma das minhas famosas mega porradas de moto. O critério da escolha não foi pelo desempenho mas sim pela facilidade de acesso, disposição dos comandos e conformação do banco do motorista.

Mas o tempo passou, eu sarei e o Jornal da Tarde publicou uma matéria mega interessante no caderno de esportes. O Expedito Marazzi, dono do Curso Marazzi de Pilotagem, ia promover corridas para alunos e ex-alunos com carros de rua sem modificações tendo motores de até 1.800 cc.

Telefonei pra ele pra confirmar isso e era verdade. Resumindo, eu ia correr com meu Gol contra carros bem mais potentes.

Mas eu não me lembro muito bem dessa primeira corrida na categoria Aspirantes, a não ser que a largada foi montada a critério do Expedito, e ele me botou lá atrás do grid, além do vigésimo lugar, que a corrida terminou já sem luz do sol, que eu passei gente pra caramba de qualquer jeito e que terminei em oitavo lugar. Perguntei ao jornalista, brother, ex-instrutor do Curso Marazzi e mega boa gente Claudio Reis se lembrava de alguma coisa sobre essa corrida e...

Ele conta:

Claro que lembro…hehehe

Aquela prova era meio maluca. Era a primeira prova de Aspirantes da história, uma categoria que acabou redundando na Turismo N, que não existia. A ideia foi minha, do Julinho e do Milton Vieira (os três instrutores de então) e do Marazzi.

Os carros eram de rua, sem santo-antonio e qualquer ítem de segurança. Eram admitidos quaisquer carros, até 2 litros e os drivers eram (quase) todos alunos do Curso Marazzi de Pilotagem. O “quase” ficou por minha conta, que entrei de bicão no grid, com meu Voyage 1.6.

Fiquei com a pole, ladeado por um Monza 2.0 Fase 2 zerinho, do Albert Nokleber – que era ex-socio do Ney Faustini -. Depois da largada caí para terceiro, atrás do Monza zerinho (e indisfarçavelmente “mexido”) e de um Escort XR3, que não lembro de quem era. Algumas voltas depois já colocávamos uma volta no pelotão da merda. Foi ai que vi, na saída da Curva 2, um Golzinho doido que vinha fazendo diabruras e fechando todo mundo. Era um cara que era a fuça do Ayrton Senna, um dos novos alunos com quem simpatizara de cara, pois era bom de papo e meio maluco…

Na passagem fiz sinal para colar no meu carro e vir no vácuo. O Golzinho veio na bota por um tempo, mas, claro, não conseguiu acompanhar.

O tal do Nokleber queria vencer a todo custo – ele tinha uma certa desavença com o Faustini e queria mostrar que também era bom piloto – e forçava muito. Acabou errando na entrada da Curva do Sol e saiu capotando varias vezes para a parte de dentro da pista. Como eu estava lá de inxerido (e já tinha corrido na Hot Car com meu Opala), freei forte e parei para socorrer o cara. Naquele tempo não tinha JP Salva e serviço médico. Como os carros não tinham santo-antonio ne preocupei e resolvi socorrer o cara. A capota virou uma pizza e colou no alto da folha de porta… Só tinha um espacinho de nada, onde vi o cara lá dentro. Consegui abrir a porta e tirar o “Betão” de lá, coloquei no meu carro e levei para os boxes…

Claro, o Ambulatório estava fechado com corrente e cadeado! Limpei as feridas do cara com álcool do meu tanque de combustível. Sorte que era pouca coisa. A corrida acabou e não vi quem ganhou. Acho que foi outro Monza, de um tal de Eduardo. De repente entrou um cara correndo no meu box, com uma baita galera atrás dele e se escondeu atrás de mim, pedindo para eu ajudar e não baterem nele…hahaha Era o piloto do Golzinho a ar, que tinha esbanjado trancadas na pista… Lembra disso?

Sim, Claudio. Lembro disso e sou eternamente grato. Esse Golzinho a ar foi devidamente preparado e chegou a ganhar uma corrida, mais adiante. E depois ainda quase matei meu primo.



terça-feira, 6 de maio de 2014

Civilidade

Muitos já sabem que sofri sério acidente com minha moto. Mas não dos detalhes. O mais relevante conto agora: o motorista que me catapultou para duas cirurgias e longa e dolorosíssima convalescença fugiu sem prestar socorro.

Fugiu SEM prestar socorro.

Bonito, isso. E típico da mentalidade 'gerson' da maioria dos brasileiros.

A esse respeito, com a permissão do meu querido upside down amigo Fabricio Chicca, transcrevo texto recém facebookiado por ele:

"A maior vergonha de todas. Ai que vergonha....

Esse mês completa 5 anos que estou fora do Brasil. Gramaticalmente estou no limbo. Meu inglês não é bom, nunca foi agora esta melhor, e meu português, por total falta de prática, nunca foi bom agora está pior. A minha capacidade cognitiva associada a linguagem vai mandando a minha capacidade de me comunicar para as cucuias, aposto que anos atrás eu seria capaz de escrever essa última sentença com mais humor e menos pudor. Tudo isso para contar que hoje de agora de manhã, 6:15 para ser preciso, assisto na televisão imagens do Brasil. Meu Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro. Ouvi da cozinha, a palavra Brazil, e desatento quanto ao tema, já que copa do mundo tem sido tratada quase diariamente na mídia local por conta de atrasos, a pior copa do todos os tempos, protestos, e coisas mais, não prestei muita atenção. Quando, comecei a ouvir palavras que não entendia, pensei: “Que bosta, que frustração, 5 anos e ainda tem palavras que não entendo”. Me perguntei: “Porra, como pode Brasil e medieval estarem na mesma sentença”. Continuei: “Que porra é essa de lynching?”

Pronto, atenção capturada, larguei a espremeção (palavra que não existe, tratado perdoada aqui por conta do meu limbo gramatical) laranjal, para ver o que estava acontecendo.

Sentei-me. As palavras medieval e Brasil foram repetidas, meu inglês enfim não é tão ruim, e lynching quer dizer linchamento. Imagens de uma mulher sendo espancada, linchada, em algum lugar do Brasil sendo transmitida para a televisão Neozelandesa as 6 da manhã. Atônito, estupefato, minutos se passando e a mulher apanhando, finalmente o comentário final: ela morreu.

Nada justifica aquilo, ainda mais depois de ler que a mulher na verdade, segundo a polícia, não tinha nada a ver com os crimes de magia negra dos quais estava sendo espancada.

Todas as vezes que falo mal do Brasil sou repreendido: Não cuspa no prato que comeu você tem que amar o país mesmo assim. Continuam repetindo: tem coisas boas aqui, etc. Claro que tem coisas boas, mas tem muito mais coisas podres. Eu não amo o Brasil, eu sequer gosto do Brasil...
Se moro fora do país, por opção ou necessidade, saibam que me envergonho a cada dia mais de ser Brasileiro. Odeio ser associado a esse país, odeio quando todos os meus conhecidos brasileiros culpam o atual partido do governo como culpado dos problemas do país se eximindo de qualquer culpa. Odeio a inércia ou o protesto burro e violento. Odeio a violência generalizada, latina e machista, que continua sendo disseminada nas escolas, nas ruas e nas arenas. Odeio quando lutadores viram astros (você pode se machucar praticando esportes, mas não pode praticar esporte cujo objetivo é machucar alguém, incluí box). Odeio as festas da embaixada com mulheres de biquíni, fantasias e samba. Odeio o patriotismo estúpido, ilógico, o beijo na bandeira, o amor pela cidade maravilhosa que é mais violenta do que Bagdá. Odeio o jeitinho brasileiro, odeio ter que explicar como um juiz de futebol teve a cabeça arrancada. 

Odeio ter que explicar a frase: “Ah essa lei não vai pegar.” Odeio ter que responder que não sei sambar, mas gosto de samba enredo. Odeio quando se fala que o Brasil é o melhor país do mundo e nunca foi para outro lugar. Odeio ainda mais quem fala que o Brasil é o melhor país do mundo e foi a outros lugares. Odeio os expatriados difundindo coisas que nunca fizeram na vida quando estavam no Brasil. Odeio os guetos brasileiros no exterior. Odeio quem pede aplaude quando um bandido é morto na rua por um policial. Odeio quando amarram um bandido no poste. Odeio quando alguém, despreparado, não educado, desconhecedor da lei resolve, em alguns segundos julgar e dar a sentença a alguém: Bala, linchamento ou poste. A justiça no Brasil, com essa maldita classe de doutores advogados, juízes, procuradores e todos os demais é uma merda. Mas justiça pelas próprias mãos é a ausência de Estado, o caos, o fim. A ausência de Estado, é a ausência da sociedade organizada, sem Estado e sociedade organizada, sem lei, sem ordem, sem progresso, o país não existe. O Brasil, que perca a copa, que tem leis que pegam e outras que não pegam, que não tem Estado organizado, não existe. Lembrem-se portanto, quando saírem do Brasil, ou durante a copa do mundo, quando vocês se enrolarem na bandeira (que além de tudo é feia para caralho), que vocês estão beijando o símbolo de um grupo grande de pessoas que aceitam linchamento de inocentes calados. Eu desisto."

sexta-feira, 28 de março de 2014

Vintage Kart na Australia

Esses eventos com karts antigos, recentes no Brasil por iniciativa de caras como Jayme Barbarisi, Fernado Ribeiro, Clay Lopes, irmãos Strasser, Ricardo Guimarães e outros abnegados, são comuns em outros países. Um deles tem fama e tradição, já. É o Australian Vintage Kart Grand Prix.

Desse o Clay Lopes, um cara que gosta de surf, kart e Passat, participou. Aliás não só o Clay como o Lucio Tchê Pascual.

Alá a divulgação dos caras:




Legal de ver o tratamento que eles dispensaram ao Tchê, não? 

E...

O Clay ganhou na categoria em que correu, que era a de karts com 100 cc.

Tem um monte de fotos desse evento aqui neste link. Mas essa aí embaixo fui eu quem fez, em Interlagos:




Roland, Thais

"Thais, vai tomar no cu"
"Irineu, você acaba de se tornar oficialmente meu amigo pra sempre"

Não interessa o contexto donde saiu tamanha estultice mas foi numa manhã ensolaradinha e não numa madrugada botequeira e encharcada de Estrellas Galicias e caipirinhas. Portanto o conceito de "sssheu te conshidero pracaralho" não se aplica. 

Tão foda quanto Amanda quando o assunto é carro, Thais gravita com mais propriedade do outro lado do volante. Especialmente quando cuida de Damien, seu Maverick preto fosco.

Alá:


Thais tem um canal youtubico onde dá dicas fofas sobre manutenção de carros. Vão lá ver que tá nesse link aqui.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Além do manual

Fotografar não é portar uma câmera legal, grandona e pesadona e saber pra que serve cada botão. É mais que isso. Eu arrisco dizer que pra fotografar nem precisa de câmera. Ou não vai precisar, num futuro próximo, quando a gente conseguir imprimir (e editar) imagens retidas na memória.

Já que por enquanto não podemos fazer isso, recomendo que se faça um bom curso, com gente experiente e que gosta de fotografar.

O brother Fabrico Chicca é experiente, gosta de fotografar e tem uma visão única das coisas. E montou um curso bem legal pra beginners.

Se você estiver no começo de março na Nova Zelândia, recomendo fortemente que o procure.

Alá:


O site do curso tá nesse link aqui.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Sucatas no anel externo

No meio dos anos oitenta só poucas pessoas feias e sujas tinham Mavericks com motor V8. Custava caro o combustível naquela época e esse carro não valia picas.

Mas tinha o Sr. Baptista, da Automotor (Agromotor, na época), que já fazia carros de corrida baseados no Maverick com muito esmero, pesquisa e empenho. Legal que era, dava uma força pra moçada montar carros para andar na categoria Turismo 5000, que só corria no anel externo.

Podia carro com motor V8. Qualquer um. Mas na verdade só os Mavericks andavam bem. Teve um Galaxie que fez alguma coisa mas sucumbiu ante o pouco peso dos coupés da Ford. Dodge Dart, nem pensar. Não iam bem.

Nesse filme a seguir aparecem alguns dos meus melhores amigos: Zé Geraldo Kawabe, que me emprestou um então novo e sensacional Monza S/R pra andar em Interlagos, Raul "Culhones", dono do lindíssimo Maverick 4 portas usado como carro madrinha numa das tomadas e o único cara que me peitava nas corridas de Aspirantes quando o assunto era disputar espaço na pista: Claudio Ronaldo Gimenez. O cara não arregava nunca. Cheguei a andar na terra desde a saída da curva 4 até a entrada da primeira perna da Ferradura porque o Gimenez não me deixou voltar pro asfalto. Só tinha um jeito de andar na frente dele: foco, fé e malandragem. Tinha que enganar o cara, o que era extremamente difícil.

Alá o filme:


Mandaram o video para o Flavio Gomes mas eu me locupletei dele. Era o caso.



domingo, 18 de agosto de 2013

Vintage kart. Très chic

E não é que meu amigo Clay Lopes foi convidado pra participar de um mega evento de kart antigo na Austrália?

Alá nas as primeiras páginas do convite quem é que aparece nas fotos:



Na primeira página, ele: Ayrton Senna. E não ganhou nenhum mundial de Kart. Na segunda página, na última foto, de capacete branco e macacão coloridão, Clay, num evento que participou na Itália. Tchê, o lendário preparador, também aparece nas fotos usadas no convite mas não consegui achar.

Não é todo mundo que é convidado pra participar de evento desse porte. 

Mas a Austrália fica longe...

Update

Não é o Clay que está na última foto da segunda página do convite de macacão coloridão. Ele está nessas fotos, feitas num evento parecido em Jesolo, Italia. 

Aqui:



sexta-feira, 14 de junho de 2013

R$ 0,20

Óbvio que o motivo não é meramente a quantia de vinte centavos. Sobre as manifestações contra o aumento do preço das passagens de ônibus e metrô que ocorreram na última semana em São Paulo várias pessoas já falaram e não serei eu a chover no molhado. Mas deixo aqui registradas algumas imagens feitas pelo Rodrigo Zaim, dono de olhar sensível e mente arguta:




















Rodrigo Zaim

terça-feira, 14 de maio de 2013

Farofa, pneus e pitstops

"Fóóóóóórmula Um!"

Sempre achei bacana a entonação que o Cid Moreira usava pra destacar os assuntos no global Jornal Nacional. Especialmente quando era F1, o tema.

Nessa época eu ainda gostava de carros de corrida na proporção inversa ao business gerado por eles. Isso permanece, mas mudou o rate. O business torna a disputa na pista cada vez mais artificial. Aliás, qualquer interferência externa torna artificial a disputa na pista.

De todo modo, a choradeira da moda é o desempenho pífio dos pneus Pirelli. Como o que vale "pro curriculo" sempre é o último desempenho/resultado na pista, todas as memórias, pen drives e chips da Tim (Claro, Oi e Vivo também, por que não?) estão carregadas com imagens parecidas com esta aqui:


O tempero sempre mutante dessa relação entre carro de corrida e business foi bem sacado pelo Beegola, aka Wagner Gonzalez, nesse texto aqui.