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segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Último dos Moicanos

Sempre tem o mimimi da comprovação por domumentos mas até agora ninguém apareceu mostrando carro com numeração de produto mais alta do que esse Puma P-018, que até prova em contrário é o último fabricado pela Puma na Avenida Presidente Wilson, 4385.

Se você gosta de carros antigos e tá chegando agora de Júpiter, esse endereço é da Puma, a fábrica.

Alá a plaqueta dele:

Essa plaqueta pode ser encontrada em branco, sem nada gravado. 
Eu já ví pra vender.

Quinquagésimo primeiro P-018 produzido. Foi longe, a Puma. Nessa época eu já tinha um Gol GT, que era mais barato, muito mais rápido que o P-018 e também encarava os Puma GTB (os de seis cilindros GM) originais. O terceiro detentor da marca Puma, a Alfa Metais (o segundo foi a Araucária Veículos. Esse relato cronológico pode ser visto aqui) passou a equipar o P-018, então chamado de Puma AM3, com motores refrigerados a água da VW, mas isso é outra história.

Esse exemplar tem certificação do Rossato. Como é comum acontecer com alguns carros antigos, uma das notas pitorescas dos Puma é o fato de todos os registros de todos os carros fabricados terem ficado com ele. O proprietário que quiser ter certeza do que tem ou do que está comprando pode entrar em contato e solicitar o certificado mediante módica quantia.

He he he...

Mas isso pode ser útil ou na restauração ou em casos extremos como o do P-018 do Roberto Minoru, tido como o último de sua espécie, como comprovação documental. Se bem queo número do produto gravado em todas as partes da carroceria já é documento hábil. Pelo menos pra mim.


Essa etiqueta de alumínio tem que estar em cada parte da carroceria
de cadaunidade produzida. Obviamente que todas as partes devem
ter o mesmo número.

O carro é esse aqui:



N. do A.: Cêis sabem, né? A Puma é a fábrica e O Puma é o carro.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Dahora!

O facebook continua sendo uma fonte inesgotável de piadas prontas. A da vez é esse anúncio de um transformador de automóveis, que promete deixar seu carro "uma máquina radical, renovada, dahora!"

Para os interessados, a oficina fica em Campina Grande, na Paraíba. Fazem Pumas também.

Alá:

terça-feira, 1 de abril de 2014

Breed


Da época em que fabricantes se envolviam com corridas. Jan Balder e Alfred Maslowski, piloto e navegador desse Puma GTE no Rally da Integração Nacional (não lembro o ano mas pode ter sido em 1970).

Foto garimpada por Julio Carone. Lindíssima, aliás.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Diferenciado


Não é todo mundo que tem a sorte de ter seu entulho recolhido por uma carroça digna de placas pretas, já que as rodas estão corretas. 

Flagrante feito pelo precavido Leo Flach. Ele conta: "Quebramos uma parte do piso do armazém e sobrou um pouco de entulho. Chamei o cara e para minha surpresa chegou com a carreta em grande estilo!!!rsrsrsrs. Disse que tem mais 8 rodas em casa, mas que são diferentes destas. Esta ele não vende. Vou ver as outras amanhã, não acredito que sejam de Pumas, mas vai saber...já pensou 8 Magnum 500!!!"

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Estragando um Lotus Europa

O que vale mais? Um carro antigo perfeitamente restaurado na sua condição original ou extensamente modificado, mesmo que por modificadores da moda?

Faz pouco tempo falei de dois Pumas. Esse aqui e esse outro. Teve gente surtando porque 'onde já se viu detonar um Puma DKW?', gente achando legal o capricho e o empenho empregados nas modificações e gente achando muito legal o outro Puma, o GTS que ficou com cara de Alfa Romeo.

Médico e louco, gosto e cu, olho e remela. Todo mundo tem um pouco, cada um tem o seu, cada um prefere um.

Respectivamente.

E se um modificador (designer, vai) famosão como o Chip Foose pega um carro feito por um gênio como o Colin Chapman pra modificar?

O carro é esse aqui:


Europa, é o nome desse Lotus. Não escolhi esse modelo por acaso, vocês verão. Começando pela menos óbvia mas deveras mais interessante arquitetura do carro, vamos encontrar alguma similaridade com a dos meus queridos Puma GT, GTE e GTI. 

Alá a distribuição dos elementos mecânicos no chassis e ele próprio:


Pra quem chegou de Júpiter esses dias, o chassis do fusca (tá bom, vai. Karmann Ghia e Brasilia) não é igual mas guarda semelhança na distribuição dos elementos mecânicos exceto o motor, que tá instalado do jeito "certo" no Lotus. Antes de continuar, alá um típico chassis de VW a ar:

Peguei esse aí porque tá sem os assoalhos, do mesmo jeito que o chassis do
 Lotus (que não os tem, na verdade, porque os assoalhos fazem parte da 
carroceria de fibra-de-vidro).

Essa introdução algo grande tem só um objetivo: apresentar o episódio da série de TV Overhaulin´ que mostra a transformação do Lotus Europa.

Eu bem não ia fazer nada disso enquanto via o filme, mas na hora em que Mr. Foose começou a "reforçar" o leve, delicado e certamente rápido Europa, achei que precisava urgentemente acender uma vela para a alma de Colin Chapman.

Não vendo muito sentido em acender vela com esse intúito, fiz esse post.

Alá a primeira parte do filme, que mostra também o milionário entusiasta mas conivente Jay Leno:



quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Muscle chassis

Um bom carro sempre tem um bom chassis, ou, um elemento que distribua competentemente as diversas massas e que não deixe que mude a posição relativa entre elas.

A seguir, dois exemplos de chassis de carros musculosos.

Um brasileiro:

foto RubboSp


E um italiano:

foto retirada do ótimo blog http://ruiamaraljr.blogspot.com.br


segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Alfa Romeo, só que não.







É bonito. Não se pode negar. Linhas flúidas mas mesmo assim bastante agressivas. De quebra, muito proporcionais. O desenho desse carro não fica atrás desses aqui.

Só que não é um Alfa Romeo.




Sim! É um Puma GTS! Ou... era. 

Esse carro foi feito no mesmo lugar de onde saiu o Puma GT 1967, que eu achava extensamente modificado mas nem acho mais, do Stefano.

Agora, pra mim, tá desfeito o mistério da qualidade do trabalho feito no Puma GT 1967. Essa oficina foi responsável pela criação e execução do San Vito em 2008, carro bastante comentado e fartamente divulgado à época.

Alá ele:


Quem tá chegando de Júpiter agora e não sabe nada sobre o San Vito, pode ler nesse link aqui.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

GT 1967, o chassis

Stefano, o dono do GT 1967 do post passado, manda fotos de quando o carro ainda era um esqueleto.

Alá:





Conta o Stefano: 

"Conforme combinado, te mando anexas as fotos do chassis. Elas foram tiradas na Personal Parts (Aricanduva*), que trabalhou nas alterações da fibra.

Nessas fotos ainda não estava montado o eixo cardan.

Este chassis foi depois complementado com uma extensão na parte de trás (tipo console), para apoiar e fixar a traseira.

As duas chapas entre as longarinas foram previstas para apoiar o assoalho e os bancos. Entre o chassis e o assoalho coloquei um lençol de borracha.

A oficina responsável por este chassis e sua montagem mecânica foi a Autoracing, no Carrão*. O escapamento foi construído pela Binho Escapamentos, também no Carrão. Você pode notar uma parte flangeada, junto ao motor. Foi prevista para um catalisador mas acabei usando um flexível metálico para deixar a parte posterior do escapamento rígida (vibrava e batia na fibra).

Três parceiros muito bons e competentes.


Abraços,

Stefano"

Certamente esse GT 1967 não é uma gambiarra sobre rodas. Foi planejado e executado com capricho. Dentre outras coisas, esqueci de pedir pra dar uma volta. Espero fazer isso em breve.


*Aricanduva e Carrão são bairros da longínqua zona leste de São Paulo. 


Update na veia: este é o post #1000!




domingo, 20 de outubro de 2013

GT 1967

Modificar carros. Sonho de muitos, habilidade para poucos. Faz certo tempo eu queria trocar uma moto por algum carro com mecânica VW refrigerada a ar pra modificar o motor. Qualquer VW a ar servia. Podia ser Brasilia, fusca, buggy ou Puma. Acabei comprando um Puma. E modifiquei o motor. Agora é um 1.600 cc ardido, com cabeçotes e válvulas modificados, comando de válvulas com maior permanência, outro sistema de ignição, etc, etc e uma dupla de carburadores HPMX Empi 44 lindos de morrer.

Mas comprei o mais comum dos Pumas. Um GTE 1980. Pouco mudou esse carro desde sua primeira versão, de 1977, até a última, de 1980, e certamente foi o Puma mais produzido da face da Terra.

Aceitável, então, que se lhe modifique o dono, se assim quiser. Mas que é difícil ver um GTE desse período modificado com bom senso e gosto...

Tanto mais antigos, menos produzidos e portanto mais raros e valiosos, são os Pumas. Os primeiros, então, com mecânica DKW (chassis encurtado, alavanca de câmbio no assoalho. O resto é igual ao carro que lhe cedeu a mecânica), são bastante raros e muito bem cotados no mercado de antigos.

Restaurar um Malzoni (seu primeiro nome, em 1966) ou um Puma GT (de 1967) já é tarefa penosa para quem não o conhece direito. Modificá-los, então...


Mas foi uma tarefa que Stefano, dono desse raro GT 1967, encarou corajosamente tanto pela dificuldade do projeto como pelos inevitáveis ataques de aficcionados tradicionalistas pela marca. Comprado há mais de 30 anos em estado de sucata, ficou encostado até pouco tempo atrás quando começou a ser extensamente modificado.

Pouco sobrou do belo Puma original. Agora esse carro tem motor dianteiro (como era antes, só que em outra posição, bem recuado em relação ao eixo dianteiro, e tração traseira. Não usa mais o chassis em X do DKW e sim um construído especialmente, com perfís retangulares e bem parecido com o chassis do Puma GTB. Tem eixo traseiro tipo hotchkiss de Opala e suspensão dianteira do Chevette.

O motor é o manjado VW AP:



Pinças de freio Brembo e discos nos quatro cantos:


Sem entrar no mérito do desenho do carro, as modificações foram muito bem feitas em fibra de vidro. As novas frente e traseira encaixam perfeitamente na carroceria de quase 50 anos. Os forros de porta foram muito bem executados, assim como todo o interior do carro. Os quadros das janelas laterais, calcanhar de aquiles de todos os Puma, foram substituídos por extensões em fibra de vidro:



Curiosamente, a vigia traseira é nova e foi comprada quase na mesma época que o carro. É de plexiglass:


E a traseira:


Uma coisa é certa: o carro foi muito bem feito e desperta curiosidade e interesse. Durante todo o tempo que demorei pra fazer essas (e outras) fotos, Stefano foi assediado e assolado por centenas de perguntas e comentários. 

Definitivamente, esse GT 1967 não passa desapercebido.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

PumaGTE.com

Esse eu não conhecia (mas também não fico correndo atrás desesperadamente). Um site sobre Pumas muito bom, em inglês. E o cara já teve mais de um Puma! Impressionante.

Alá o carro do Brandon:


Pelo modelo da moldura do botão da fechadura me parece ser uma carroceria de 1977. Mas o cara diz ter sido esse carro registrado como 1967. Na região dele registra-se o carro pelo ano do motor, parece. Não me lembro da Puma ter exportado kit cars. 

De todo modo, vale a visita no site do Brandon, aqui.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A venta

E num site argentino de venda de carros clássicos,




Os números?

15.000, 60.000, 1. Dólares, quilometros rodados e donos através dos tempos, respectivamente.

Esse carro deve ser ano/modelo 1980 (provavelmente, por causa do painel, retrovisores grandes e quadrados e frisos pintados de preto) e, curiosamente, tem o mesmo scoop do teto solar que o meu Puma, do mesmo ano/modelo, tinha.

A dica é do Leandro Pascholatti, via Facebook. Está neste site aqui.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

GT 4R - The legend

Esta lendária roda:


Esta lendária traseira:


E esta lendária frente:


Pertencem a este lendário Puma:


Que tem quatro lugares e foi o único dos pequenos de 3 e 4 cilindros capaz de abrigar uma rave, praticamente:


Só pra lembrar, o GT 4R foi feito por encomenda da Revista Quatro Rodas para ser sorteado entre seus assinantes. Eram três unidades. Mas fizeram mais um. E tinha mais outro de metal, que era o protótipo que acabou sendo montado afinal. Ou não. A história, como qualquer outra relativa a carros em começo de produção, ainda mais os de produção restritíssima, é complexa e cheia de meandros.