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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Claudio Ceregatti, race car driver

Só quem conhece o Commendatore é que pode atestar a extrema distância que existe entre sua aparência de senhor comportado e a reativada verve de race car driver.

Essa foto não lhe faz justiça. Sua franja é
 maravilhosa e esvoaçante.

Aos 55 anos continua coletando dados e transformando-os em gráficos comparativos de seu desempenho na pista, o que é legal. Ele sabe de onde vem cada décimo de segundo de sua evolução como piloto.

Além do mais, fala e escreve pra caralho compulsivamente. Muito bem, até, pra um engenheiro.

He he he...

E registra suas corridas com a precisão que qualquer fã de corrida de carro gostaria de ver.

No blog do competente Mestre Joca tem o relato da última. Vale cada minuto da (longa) visita.





terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Super Vê

Agora tem Formula Vê (ou Vee, vai), com motor de 1.600 cc quase sem preparação. Antigamente, no meio dos anos 70, que foi quando realmente passei a ver corrida de carro e a andar de carro de corrida era de 1.300 cc, mas bem ardido.

A melhor categoria que tinha era a Super Vê, com motor 1.600 mas com preparação bastante liberada.

Bastante liberada mas com vários preparadores conseguindo quase o mesmo resultado. Lembro assim de bate-pronto do Giba, pai do meu amigo Gibinha, Celestino, Amador, Roger Resny e mais alguns. A lenda é que os motores de 1.600 cc chegavam a ter 160 hp e alcançavam 8.000 rpm. Acredito mais em valores por volta de 140 hp. Mas mesmo assim, uma façanha pra motor de Kombi que originalmente tem perto de 60 hp.

Não cheguei a guiar Formula Vê mas andei com carros bem parecidos no tocante a motores com pequena faixa útil de giro e absolutamente sem perdão a erros de qualquer espécie.

Juntando as impressões que tive ao guiar JQ Reinard de F. Ford com motor CHT bastante preparado e Bino, também de F. Ford com a intratável caixa Hewland Mk VIII, que não é nada mais que uma carcaça de câmbio de Kombi com engrenagens Hewland, este último com os não muito bons slicks brasileiros da marca Pneubrás, e somando ao barulho que faz o meu Puma com motor a ar de 1.600 cc e duas Weber 44 (vá lá, não é 48), dá pra imaginar o que deveria ser um Polar, Heve, Kaiman ou Avalone de F. Vê.

Vai ver é por isso que não ligo muito pro fato de andar com venturis algo grandes montados nos Weber do meu Puma. Acho bacana a embaralhadinha que dá nos inícios de retomada. Isso lembra muito os motores de Super Vê e dos fuscas da Divisão 3.

Como disse, era a melhor categoria que tinha no Brasil. Além de ir ver as corridas em Interlagos, ainda tinha as visitas à oficina do Giba e a proximidade a um dos patrocinadores do Alfredo Guaraná Menezes, que era pai de um amigo meu. Ou era Overseas ou era Kardos. Orloff sei que não era.

Mas pra quê falar disso agora?

É que o ex piloto de Divisão 3, Rui Amaral Lemos Jr., achou (ou foi informado d)o video aí embaixo. Uma das etapas paulistas do Campeonato Brasileiro de Fórmula Vê de 1976.

Pra quem gosta de corrida de carro, uma delícia de assistir. Fernando Calmon pilotando a transmissão da TV Tupi (em São Paulo é o canal 4, antes do Silvio Santos comprar). José Pedro Chateaubriand (Polar Brahma) mandando o sapato à caça do Fernando Jorge (Polar sem patrocínio), escorregando maravilhosamente na entrada da temível Ferradura, na hora de começar a reacelerar. Vá lá, a Ferradura não era tão difícil de fazer porque tinha raio médio-pequeno e arco bem longo. Era botar o carro no traçado e esperar acabar. Mas a aproximação...

Chega de lenga-lenga. Alá o video:








terça-feira, 4 de setembro de 2012

Carburetors are all about


Aí em cima tem um Solex 32 PDSIT. É um dos carburadores da dupla usada em fuscas (por que é que sempre escrevo fusca com minúscula?), Brasilias, Pumas e outros VW a ar com motor de 1600 cc. Tá cortado bem no meio, como se pode ver.

Do mesmo jeito que acontece em faculdades de medicina, o melhor modo de estudar anatomia é com um modelo "de verdade". Então sacrifiquei o carburador esquerdo de uma dupla (tá bom, vai. Ele já tava ruim) pra ter certeza de onde deveria mexer pra obter melhor desempenho.

Em tese eu já sabia o que tinha que fazer mas queria ter certeza absoluta e ainda por cima fazer umas medições.

Então tá aí a foto de um corpo "morto" pra vocês verem. Alguém tem idéia de onde se deve mexer no corpo dos carburadores pra extrair mais potência dos queridos motores VW a ar?