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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Amantes argentinas, geishas e Hondas

Como se pode obter muito prazer com eficiência, discrição, economia, excelência e sobriedade?

(  ) Com uma amante argentina,
(  ) Com uma passista de escola de samba,
(  ) Com uma geisha.

A amante argentina, diz a lenda, se alimenta de bife ancho recheado de dólares ou euros. Passistas de escola de samba não são exatamente discretas.


Não costumo escrever sobre esse tema. Falo, vocês sabem, sobre carros, motos e bobagens correlatas, apenas. Apenas forcei a barra pra justificar minha supresa depois de andar por dois dias e mais de 700 km com um Honda Civic LXS no meu circuito particular de teste, que qualquer pessoa pode usar mediante pagamento de pedágio, não pra mim, claro. São Paulo, litoral norte, São Luis do Paraitinga, Taubaté, Campos do Jordão e imediações e... de volta ao caos paulistano.


Meus amigos colecionadores de carros antigos se referem aos atuais como plastimóveis. Tudo agora é plastimóvel. Nada tem alma e estilo, na visão deles. Não costumo comparar nenhum carro que experimento a algum outro mas abrirei exceções pontuais, e evocando carros alemães mais sofisticados e caros.

Pois o Civic tem alma.

O sedan branco que usei é a versão básica do line up do fabricante japonês. Tem motor de 1.800 cc e câmbio mecânico de seis marchas. Todos os outros usam câmbio automático e motor de 2.000 cc. O LXS não tem vários dos equipamentos dos irmãos mais caros: acendimento automático dos faróis, cruise control, display multimídia de 7 polegadas, entrada HDMI, câmera de marcha-à-ré capaz de mudar o rumo da história (tem só a câmera e tem gente que acha pouco...), teto solar elétrico, air bag lateral de cortina, bancos revestidos em couro, sistema de auxílio de partida em aclives, controle de tração e acabamentos cromados aqui e ali. Faz falta, isso? Sinceramente, não.

Não gosto de bancos revestidos em couro. Eles são gelados no inverno, quentes no verão, não respiram e não pregam o corpo como velcro ao banco. Prefiro tecido, sempre. E os bancos do Civic basicão que experimentei são revestidos com um tecido bem legal, clarinho e bem grudento a ponto de não ser necessário fazer força pra se manter sentado bem no meio do banco durante o contorno de curvas rápidas. Podia falar especificamente de cada item descrito no parágrafo de cima mas vou, como sempre, me ater aos aspectos que fazem diferença quando o carro está andando. Afinal de contas, carros foram feitos pra serem dirigidos. O Honda tem, claro, seus aspectos menos atraentes (negativos, vai, pra ser mais honesto).

Começo por eles.

O console tem apoio para os cotovelos. Ele é alto e atrapalha muito o manuseio da alavanca de câmbio. Deve ser o mesmo dos carros equipados com câmbio automático. Não verifiquei isso. Alguém o faça, por favor. Andando com a tampa aberta até é possível trocar de marcha com algum conforto. Mas adaptei o método que usava quando pilotava carros de fórmula Ford e Vee, emulando mais um cotovelo entre o original de fábrica e o pulso. O cockpit do Civic permite isso, já que o pequeno e bom volante e o banco tem boa amplitude de ajustes. Eu gosto de banco baixo.

O painel, bonito por sinal, tem dois andares. No andar acima do volante está o velocímetro digital. No andar de baixo está o contagiros. Esses dois mostradores são os mais importantes e estão alinhados com o centro do volante, o osso esterno e o nariz do motorista. Só que depois de ter ajustado o volante e o banco para o máximo conforto e acessibilidade aos controles e comandos, parei de enxergar o velocímetro. Para quem mora em São Paulo isso é fatal. Tem radar em todo canto e limites de velocidade diferentes nas ruas e avenidas e é bom estar atento no caso de não contribuir para a arrecadação exagerada do município. Abri mão da altura ideal do volante mas minhas pernas não sofreram com isso porque ele tem diâmetro bem pequeno.

Os outros dois pequenos problemas estão diretamente relacionados com a suavidade do carro. O sistema de freio conta com um booster bem mais potente do que o necessário. O pedal do freio responde à menor pressão. Uma pena de ganso em queda livre acionaria os freios... Não sei pra quê isso. Talvez o cara do marketing que palpitou no ótimo projeto dos caras da engenharia seja um sedentário flácido cujo maior exercício seja apertar as teclas do iMac. Isso influi diretamente na suavidade da condução assim como o recurso empregado pelos responsáveis pelo sistema de injeção, de deixar o motor ainda acelerado depois de se tirar o pé do acelerador para uma troca de marcha ascendente. Isso abaixa o nível de emissão de poluentes. Mas faz com que a gente pareça navalha recém habilitado, caso não se espere longos décimos de segundo pela queda da velocidade angular do volante do motor pra encaixar a próxima marcha suavemente. Meu jeito pra superar isso é tirar o pé da embreagem mais devagar. Mas isso só é incômodo andando com trânsito pesado. Em estradas o carro é uma delícia, como veremos adiante.

Já devo ter falado em alguma outra avaliação sobre casamentos legais entre câmbio e motor. Tem alguns fabricantes que capricham nesse tema (e ao mesmo tempo cagam em outros...). Pois a Honda fez, através da longa vida da marca Civic, a perfeita união entre um ótimo motor, um excelente câmbio close ratio, uma suspensão quase que de carro de corrida e um monobloco sólido o suficiente pra me deixar muito à vontade em qualquer condição de tocada.

Meus amigos antigomobilistas não gostam do desenho das carrocerias modernas. Nem eu, pra falar a verdade, com pouquíssimas exceções. Não acho o Civic bonito. Mas também não acho bonitos o Corolla, o Fluence, qualquer Chevrolet, a maioria dos Ford, todos os Nissan...  Mas também não o acho feio. Passa batido no mar de carros despersonalizados, o que é uma vantagem se o objetivo é ser discreto. Mas a carroceria “fura” bem a atmosfera. O carro anda solto e isso é positivo. Sofre mínima influência de ventos laterais e dá pra ultrapassar caminhões bem pertinho deles sem tomar susto com mudança brusca de direção. Para isso colabora o bom acerto de convergência no alinhamento do carro. Beeem diferente da divergência no eixo traseiro adotada por um fabricante que já foi legal e que torna o carro um lixo em linha reta sob a ação de ventos laterais. O Honda é como uma flexa retinha. A gente olha pro alvo e o carro segue quase que telepaticamente para a direção certa. Fico pensando nos estagiários que auxiliaram no projeto do carro do fabricante que já foi legal... he he he...

Pitch, roll & yaw (já falei sobre isso algumas vezes. Leiam aqui). Repetindo o ótimo ride dos Audi modernos (falei que ia usar carros alemães como referência), é difícil dizer com precisão se o carro tem tração dianteira, traseira ou nas quatro rodas de tão bem acertado que é. Claro que a tarefa foi mais fácil pros engenheiros da Honda por disporem de um motorzinho de apenas 140 hp e pouco menos de 18 kgf/m de torque. Bem parecido com o motor do meu velho carro alemão, por sinal. Só que, já que falei do meu carro, o motor do Honda tem variador de fase no comando. Tem mais torque que o B42M18 do meu carro até umas 4.000 rpm e tem personalidade tão arisca quanto acima disso. Só que o barulho, meus amigos, faz arrepiar todos os pelos do corpo. Do pacato e silencioso sedan abaixo das 4.000 rpm, o Honda vira um DTM dos anos 90 acima disso. A agulha do contagiros sobe rápida até o corte sujo a quase 7.000 rpm. Lindo de ver e ouvir. O som do motor se torna rascante e invade deliciosamente o cockpit. Por mim, guiava o carro assim o dia todo. O excelente câmbio de seis marchas de relações curtas permite isso. A velocidade angular do motor quase não cai na troca das marchas. A marcha seguinte sempre pega o motor cheio. E as reduções, ah as reduções! São de cinema. Em serras com curvas apertadas precedidas por retas relativamente compridas pode-se reduzir duas ou três marchas usando o velho e bom punta-tacco com aceleração intermitente. Argentinos, ao descrever freadas nos seus autódromos, falam quantos “whams” são necessários nas freadas. “Entonces vienes en sexta y... wham wham wham!”. Quem gosta muito de dirigir vai me entender agora: a curvinha tá chegando, o carro tá meio rápido, a gente sabe que é de terceira que se faz o contorno e tá em sexta ainda. Então tem que passar rápido pra terceira, não pode passar de giro porque os pistões podem atropelar as válvulas e fazer um estrago dos diabos e o freio, que eu disse lá em cima que era muito sensível, nessa hora se torna O CARA que mata a velocidade pra gente poder encaixar as marchas mais baixas.

Pãtz! Tava falando de pitch, roll e yaw, lembrei do excelente power train e...

A carroceria praticamente não rola, não afunda em freada e nem levanta em acelerações mais vigorosas e não apresenta ângulo de deriva perceptível. Me lembrou muito do Audi A3 sedan. A diferença ficou para a filtragem do ruído dos pneus/suspensões para o cockpit. Percebe-se que o isolamento dos ruídos externos foi bem feito, à exceção do ruído delicioso do motor quando a agulha do velocímetro tá lá em cima (chega, chega) e o dos pneus rolando sobre o asfalto. Dá pra dizer sem olhar pro chão sobre que tipo de piso o carro tá andando de tão evidente que é o ruído.

Sempre vai ter um rabugento que vai achar que o acabamento do Honda não é sofisticado, que os materiais empregados não são nobres e que não tem ar condicionado de duas zonas. Mas esse rabugento também não vai tirar do carro tudo que ele pode oferecer enquanto tá fazendo o que foi projetado pra fazer: andar. Pensando em andar de carro e ter prazer com isso, o Honda cumpre muitíssimo bem o papel. 

Ele tem alma e personalidade sim.

Além de ser bom de guiar, é suficientemente econômico. Tem um gadget acionável por botão no painel que o torna um brinquedo de economizar combustível. O carro avisa quando a guiada está sendo eficiente e sugere trocas de macha e pressão do pé no pedal do acelerador. Bem interessante. Consegui fazer mais de 10 km/l de álcool andando do mesmo jeito que ando com todos os carros que avalio. Muito bom.

Nossa tralha (a normal de sempre: três mochilas, mais duas com equipamento fotográfico e mais duas grandes com os tripés) coube no porta-malas com folga e eu me sentei confortavelmente no banco traseiro, com o dianteiro regulado para mim mesmo.

Já ia esquecendo. O volante do Civic deve ter sido projetado em parceria com a Sony. O botão de acionamento dos comandos do som e da midia do carro é muito parecido com o do controle dos Playstation. Absolutamente intuitivo e fácil de usar. Sem contar que é pequeno, o diâmetro, e bem gostoso de empunhar.

Eu comprava fácil um Civic LXS mecânico. Só que fui no hot site do fabricante e... não tem na cor vermelha. Nem verde. Só branco, uns tons de cinza, um azul escuro e preto.




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Cookie

Mais de um mês sem postagens. Que vergonha! Mas o blog tá ativo, ainda. Enquanto não escrevo mais alguma besteira, vão olhando umas fotos:



Ups! Esse tá fora do contexto


terça-feira, 14 de julho de 2015

SpeedMaster



Você é daqueles que nunca usa o freio traseiro da moto? Ou é daqueles que só freia com o freio traseiro porque o da frente faz capotar?

Hum...

Então deve acreditar na loira do banheiro também.

O cara que me ensinou a andar rápido de moto em autódromos por acaso é meu primo Tite, dono do curso SpeedMaster. Apesar de todo quebrado e cheio de limitações nos movimentos do corpo, não faço feio. Por obra e graça dele, o primo.

Entonces recomendo fortemente, que o cara manja.

Vão lá ler a auto entrevista no blog dele.





 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

TT

Esses caras nasceram em cima de motocicletas. Só pode...

Podem pular direto pra 3:42.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

CG! Pedaleiras

Bom, o projeto CG cafe racer engrenou novamente. Por via meio torta, mas no rumo certo, pelo menos. Os próximos passos são o acerto definitivo do acionamento do freio traseiro.

Check.

E um paradeiro quanto ao motor.

Meio check.

A pedaleira

Já falei em algum canto que essa motocicletinha ia ser uma réplica das Formula Honda CG 125 das décadas de 70 e 80. Só que a produção de todas as peças que compunham o kit demorou mais do que o tanto de paciência que eu tinha reservado na época, e resolvi fazer uma cafe racer, com um kit de carenagem diferente e mais retrô do que o da Formula Honda. As únicas peças do kit que acabei comprando foram os adesivos oficiais da carenagem (que não vou usar mais) e as pedaleiras recuadas de competición, lindérrimas e chiquíssimas. O câmbio é invertido e o acionamento do freio traseiro ERA a cabo e não a varão, como sói acontecer (sói acontecer é foda!) com 99% das motos pequenas.

Só que o sistema de retenção do cabo, conforme projetado originalmente e reproduzido por um mecânico (bom pra caramba e que é especialista em motos BMW antigas) cujo nome não lembro agora, bate no ossinho do meu pé quebrado e machuca pra caramba. Trocando em miúdos, troquei a porra toda por acionamento de varão mesmo.

Alá:

Só que pra fazer essa pequena modificação tive que aguentar mi mi mi (mesma coisa que nhé nhé nhé) de vários mecânicos. Acabei achando um hoje que não só topou fazer esse mod como me deixou usar suas ferramentas. Demorou uns 20 minutos e custou 20 mangos. Um real por minuto. Not bad. Não fiz foto na oficina do cara mas uma hora volto lá e faço. Só o esmeril gigante do cara vale uma visita.

A outra boa nova é que consegui achar um mecânico de moto de competição, portanto bastante afeito a motores modificados, que abraçou o projeto. Portanto, dessa semana em diante vamos estar modificando o cabeçote segundo o que acho eficiente, bonito, razoável e cheirosinho para o projeto. Logo em seguida o motor como um todo segue para a oficina onde será finalmente montado com sua nova ignição e em seguida montado no quadro.

Faltam, claro, centenas de pequenos detalhes tais como espaçadores aqui e acolá, cabos, pintura definitiva (por enquanto tá branca), revestimento da rabeta (lugar onde se bota a bunda em cima numa moto de corrida). Mas isso dá pra ir fazendo com a moto já andando por seus próprios meios.


Glossário:

Sói acontecer: só ouvi uma única vez na vida essa expressão. Não sei porque fui lembrar dela justo agora, mas lembrei e usei. Significa "é comum acontecer". O verbo, no caso, é o "soer", pouquíssimo usado e defectivo. Mas cêis vão procurar se informar melhor, não?







quarta-feira, 12 de junho de 2013

Honda CB 400 cafe racer

A onda cafe racer pegou. Na verdade nunca morreu, o que é bom, apesar da estética datada. Mas mesmo esse quesito, o da data, tá sendo bem tratado por gente que reinterpreta esse estilo ao fabricar motos hoje.

Engraçado notar que apesar da fila ter andado tecnologicamente falando, usa-se ainda as mesmas velhas técnicas de conformação das chapas de metal na fabricação.

Alá a CB 400 Blue Bat:


A apresentação completa dessa moto (e mais 22 fotos) está no competente blog Garagem Cafe Racer.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Honda S600

Já vi esse carrinho em escala grande produzido pela Tamiya. Apesar de bonitinho não dei muita bola e não o comprei pra minha coleção (o da Tamiya, claro).

Mas sem querer acabei vendo um desenho do esquema mecânico dele. Esse aqui:


Fiquei, claro, impressionado com o fato de 'não ter' eixo traseiro e procurei saber como funciona isso. E descobri tratar-se de um engenhoso sistema misto, que tem diferencial e transmissão por corrente selada dentro de braços arrastados desde os semi eixos até os cubos das rodas traseiras.

Imagino que isso tenha por objetivo simplesmente a obtenção de espaço para carregar malas na traseira.

De todo modo, no filme a seguir tem uma boa visão da mecânica do carrinho, que obedece a regulamentação dos K-car japoneses, menos restritiva no tocante a impostos e outros quesitos.


E no video abaixo tem o carrinho andando, com seus barulhos peculiares. Aliás, muito interessante seu motor, bem parecido com um de moto e seus quatro carburadores de venturi variável. Esse carro do filme tem 600 cc e 57 hp. É de 1965 (ou por aí). Essa potência só foi alcançada nos motores 1.0 brasileiros na década de 90.


Neste link aqui tem desenhos técnicos do diferencial, semi-eixos e braços arrastados com as correntes da transmissão final.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Moto3

Por acaso assisti à primeira etapa do mundial de MotoGP. Achei, claro, o máximo ver o velho Valentino Rossi, já com 34 anos, fazendo uma prova magistral e vindo lá de trás pra garantir o segundo lugar, atrás de seu companheiro de equipe, cujo nome não vem ao caso por se tratar de um moleque de 20 e poucos anos.

He he he...

Velho segundo Eduardo Zampieri, jornalista especializado, também já dentro dessa classificação apesar de muito mais novo que eu.

Mas isso não tem a menor importância.

Como todo mundo sabe, estou montando (faz tempo) uma cafe racer baseada numa velha Honda CG 125 1981. E como todo mundo sabe também, motos com motores pequenos me são muito atraentes. Tanto que depois de ter passado o choque inicial da proibição dos motores de dois tempos em corridas, sendo que a última corrida de Moto3 ainda com motores 125 cc de 2T aconteceu no ano passado, fiquei bastante interessado nos novos motores de 250 cc de 4T.

E mostro aqui a foto da versão de corrida da Honda, coisa mais linda:


Especificações, claro, vocês acham na internet facilmente.

E aqui, um treino com uma Moto3. Até que andam bem, essas motocicletinhas. Alá uma Hondinha treinando:

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Squish it!

Fiquei devendo falar sobre squish num dos posts sobre a pequena e esquecida cafe racer de 145 cc que estou fazendo.

Continuo com preguiça de escrever sobre isso mas achei dois videos bons sobre o tema.

Alá (English required, of course):

terça-feira, 24 de abril de 2012

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Badass


Tem uma CB 400 na minha garagem. Pra ficar desse jeito (or even better) não é difícil.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Honda CB 350 Cafe Racer (and... Sexy!)

Não conheço quase ninguém que morra de amores pelas Honda CB 350 e CB 360 dos anos 70. São dóceis. É o melhor que se pode dizer delas. Não são brilhantes em nenhum aspecto especial. Apenas cumprem a função de levar gente pra cima e pra baixo civilizadamente.

Só isso.

Mas, alá o que se pode fazer um uma Honda CB 350:

Esse tanque de combustível é de tirar o sono de tão bonito.

Essa moto é um barn find (adoro resultados de garimpagem) canadense e a história quase toda tá aqui. Quase toda porque é necessário que se assine a revista eletrônica para ler toda a matéria. Mas tem fotos mais detalhadas do projeto.

Curiosamente, o responsável pelo projeto usou carbs Mikuni da série VM, provavelmente com 34 mm de venturi. Isso me chamou a atenção porque seria o carb usado na minha CG! Aliás, ví esse par de carburadores ontem sendo montados numa certa Yamaha venenosamente rápida.

Como já cansei de dizer, moto pra mim é desse jeito: vintage, modificada pra corrida.

Eu não faria a moto desse jeito mas reconheço que o resultado ficou ótimo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Sexy!

Making a cafe style seat

Não tem muitas fotos da construção da rabeta da pequena CG cafe racer então aproveitei o video aí em baixo desses caras pra mostrar como se faz uma peça de fibra-de-vidro. Mas certamente gastaram bem mais grana do que o necessário, tiveram um trabalhão pra moldar a peça e fizeram uma puta sujeira insana.

"Pensar duas vezes, cortar uma vez só". Além disso, "a preguiça é a mãe da invenção", dizia a avó de um amigo meu. Como nasci preguiçoso, sigo à risca isso. Fico horas ou dias olhando pra uma peça ou projeto e imaginando um jeito de executá-lo com a máxima eficiência possível, sendo que eficiência pra mim é o compromisso entre esforço e resultado. Quanto menor o esforço e melhor o resultado, mais eficiente eu fui no exercício da preguiça.


A gente simplesmente fez uma rabeta de cartolina e preencheu com poliuretano expandido desse jeito. Não tem como escapar da fase da lixa 36 pra refinar o modelo.

E na hora de laminar, o cara não foi muito caprichoso. Mas o resultado final é o que interessa, na verdade. Alá o do cara como ficou:


O nosso ficou mais bonito no fim da laminação. E pronto pra receber a pintura definitiva, então, ficou melhor ainda. Logo aplico a pintura final e o revestimento do assento, que ainda não sei se vai ser espuma revestida de couro ou apenas um pedaço de EVA colado. Mas vai ficar bem legal, garanto.

(cêis notaram que o quadro que o cara tá usando é muito parecido com o da pequena CG cafe racer?)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Honda BR


Esse post integra a série Sexy!

Essa moto, a Honda CBR 450 SR é sexy. Não anda, tem muitos "inimigos" especialmente entre os que gostam da Yamaha RD 350 LC (ou R. Tanto faz) mas... é sexy.

Mas não dá pra botar esse título num post que tem uma foto de uma moto pilotada pelo Gabriel Marazzi.

Né?