domingo, 30 de setembro de 2012

Quase gêmeos

Coincidências são o que são: coincidências, apenas. Mas podem ser fantásticas se a gente perder um tempinho pra olhar os detalhes.

Nessa foto tem dois Pumas aparentemente bem diferentes. Três, na verdade, mas só dois deles tem muito em comum. Um deles, o do meio, é o meu:


O bege é um dos últimos modelos com parachoques cromados, também conhecido como 1980 primeira série. O vermelho, que está no primeiro plano e que já tem parachoques de borracha, spoiler dianteiro e lanternas caneladas do VW Brasilia (não aparece isso na foto mas não gosto muito de "olhar" o carro todo através da minha lente), é do mesmo ano mas da segunda série.

Até aí, pra quem conhece Puma, nenhuma novidade.

Mas vejam só que interessantes as plaquetas de identificação dos dois carros:



A de cima, cujo número do produto é 15.726, é a do GTE bege e a segunda, cujo número é 15.762, é a do GTE vermelho.

Peraí! GTE com parachoque de borracha? Mas a Puma não tinha mudado a sigla dos dois pequenos esportivos para GTC (o conversível) e GTI (o coupé)?

Tinha sim, mas não em 1980. Lembrei desse detalhe porque me referí a um conversível feito em 1982 como GTS e fui corrigido por um outro dono de Puma (todos são meio lesados. Todos...), porque o carro passou a ser designado como GTC.

Esse GTE vermelho de 1980 tem em todos os vidros a designação GTE, bem como na plaqueta de identificação. Então é um GTE. Mas com a cara de um GTI.

Sempre desconfiei que meu GTE (o bege) era um dos últimos produzidos com a carroceria anterior à do GTI. E é mesmo! 

Foram feitos 36, só, depois do bege até que fosse fabricado o vermelho. No ritmo da linha de produção na época, não mais de uma semana separa o nascimento dos dois, que até puderam ter ficado juntos no pátio esperando serem enviados a seus primeiros donos.

Fantástico, isso, dos dois carros estarem estacionados juntos outra vez, 32 anos depois.

Quase gêmeos bivitelinos, são esses dois GTE.