terça-feira, 31 de julho de 2012

GTB, Puma

Acabei pegando a esmo umas fotos de Puma GTB pra falar sobre o pouco conhecido Saab Sonett e suas lanternas traseiras que acabaram indo parar na traseira de alguns Pumas. Não é que por coincidência o carro é o premiadíssimo GTB do Big Boss?

Esse GTB foi o primeiro carro a receber placa preta por avaliação do Puma Clube. Na época não sabíamos direito como fazer esse tipo de avaliação mas certamente não erramos, porque esse carro é muito legal.

Acompanhei sua restauração e sei quanto de cuidado e capricho lhe foi dispensado.

Alá:


As fotos do GTB foram feitas pelo Fabio Aro

Hot Rod

Saab


Saab Sonett III, 1972. Esse carro tem ligação com Pumas. Alguém tem idéia de qual seja?

Antes que eu conte, vamos ver de perto esse carrinho, que estava à venda nos EUA por míseros US$ 10,900.00, e que tem um curioso motor V4 Ford.

video

Mais fotos e videos dele, aqui.

A ligação desse Saab com Pumas é com esse carro aqui:

Essa foto, aliás, é lindíssima.

O Puma GTB, erroneamente referido como Puma GTB S1, usou no começo de sua produção as lanternas traseiras do pequeno carro sueco. 

Alá:


O motivo da adoção dessas raras lanternas no felino de motor Chevrolet tá no ótimo blog do Felipe Nicoliello, nesse post aqui.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Z

Fiquei devendo mais fotos do Datsun 280Z que tava num encontro de carros antigos. Óbvio que não tinha, mas achei coisa muito melhor aqui.

É sobre esse Datsun:

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Arte

Difícil encontrar criatividade numa folha de papel industrializado. Mas...


Lisa Rodden é o nome da moça que faz isso. O site dela é esse aqui.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

Girl meets bike


Mais detalhes, aqui. Tem trailer lá. Vão ver.

Close encounters

E nesse fim de semana tem dois encontros legais de veículos antigos. No sábado, Antigomobilistas de Interlagos. E no domingo, o primeiro encontro de motos clássicas do Valongo, em Santos. Dá pra ir nos dois!

Sobre o da praça do laguinho, diz o Edy:

"Demorou mais chegou! É Domingo dia 29/07/2012 o grande Encontro .....Preparem suas Máquinas!

Convidamos a todos a participarem, a partir das 8:30, do nosso 9º Encontro de Carros Antigos de Interlagos, Parque Jacques Cousteau, conhecido como o Laguinho de Interlagos.


Venha passar uma agradável amanhã de domingo no nosso Encontro. Aguardamos sua presença para o nosso costumeiro Café da Manhã.


Contamos com a sua presença!

Um grande abraço!

Edy Sousa
(11) 9707-3216

Ps. Após o Encontro estaremos nos reunindo para o nosso também tradicional almoço no Restaurante Goden. Participem!"


E o das motos clássicas é esse aqui:





sábado, 21 de julho de 2012

Nordshleife, das Ende


Já falei da pista de Nürburgring aqui e aqui.

Fizeram uma cagada lá e parece que a pista vai ter o mesmo destino que Jacarepaguá no Rio. Motivos diversos, mas fim igual: varridas da face da Terra.

Vou ficar sem andar lá de BMW, parece. O Flavio Gomes explica isso nesse ótimo texto aqui.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

O Mundo é Uma Kombi

Isso é quase plágio. Se é que não é mesmo plágio do livro do Tite, O Mundo é Uma Roda.

Plágio ou não, dois caras compraram uma Kombi usada e estão fazendo as Américas com ela. Tem blog e vale a leitura.

Os caras são corajosos porque não sacam nada de mecânica VW a ar. Largaram a Kombi na mão de neguinhos que também não sacam lá muita coisa e, claro, de vez em quando ela não quer mais continuar andando.

A Kombi é essa aqui:


O blog tá neste link.

For sale!


Pra trazer pro Brasil precisa ter mais de 30 anos. No geral esse hot rod tem. Precisa de placa preta também. Duvido que algum clube assine essa vistoria. 

Uma pena.

Segura na mão de deus e vai (que não tem mais o que fazer)

Arte

video

2002


Isso é uma coisa que não se vê mais na rua: carros coloridos.

Segura na mão de deus e vai (mas no pé era mais ergonômico)

Trapped


Update

Essa imagem tá grande e dá pra pegar pra imprimir com boa resolução pra fazer hot stamping, adesivos, transparências e etc. Mas vocês sabem como fazer, né?

Shifting gears

E-mail mandado por um ouvinte do ótimo podcast ButecoRacing do meu amigo Stênio Campos (e mais alguns caras), que trata de corridas de F1 basicamente. É o Fabio Afonso, que tem razão no que diz:


"Apenas para compartilhar com os amigos, antes que também acabem.


Tenho visto o fim de algumas coisas:
- as caçadas de passarinho, tatu, rã, por causa dos ecochatos e porque é crime inafiançável. Pode matar o vizinho, mas não uma capivara.
- as pescarias, que muitos chamavam de “pescanagem”, por causa dos pesqueiros.
- os “chapas”, por causa do GPS dos caminhoneiros.
- a educação das crianças, por causa do Estatuto do Menor.
- os cavalheiros que se levantavam dos bancos para que as damas se sentassem, por causa do transporte público sem investimento.
- das boas trepadas, com “couro no couro”, por causa da AIDS e camisinha.
- as rodinhas de fumantes, com cigarros, charutos e cachimbos, por causa do câncer de pulmão.
- as virgens. Isso não tem mais mesmo.

E outras cositas más.

Mas ontem cheguei à conclusão que nosso maior prazer também vai para os quiabos: as corridas de automóvel.

Jogando Grand Turismo 5, participei da GT Academy, ganhei um Nissan Leaf Elétrico, símbolo do campeonato online da Sony/Playstation.

Vai daí que há uma corrida online, com tempos do mundo inteiro.

Belê, vamos preparar o carro: redução de peso OK, capô de carbono OK, janelas de acrílico OK , suspensão full customizada OK, motor INDISPONÍVEL, escapamentos INDISPONÍVEL, turbo INDISPONÍVEL, admissão e filtros INDISPONÍVEL, não tem como alterar nada

Até aí, tudo bem.

Corrida: NÃO TEM BARULHO. Não há indicação de marchas, apenas um D no painel. Não há redução nem aceleração, nem punta-tacco, apenas um zumbido de pernilongo. Não tem mais aquele papo de piloto: curva tal em 1a marcha, curva tal em 3a marcha. Você entra nas curvas e não tem indicação de referência de velocidade, apenas o cantar dos pneus...

Acabou o prazer, o tesão. Acho que somos a última geração de apaixonados com gasolina na veia.
Podem chamar de saudosista, purista, etc, mas que acabou, acabou..."

É disso que o Fabio tá falando.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Como era feita uma bicicleta em 1945

Não lembro se já postei isso. Provavelmente não porque não consegui linkar o video mais uma vez.


Então tá aí um video que mostra como se fabricava bicicletas na Inglaterra do pós guerra. Muito legal.

Favor clicar nesse link aqui.

500 Milhas, dois motores, dez pilotos

Lula fazendo a parte dele direitinho

Em 1997 ou 1998 vivia-se o boom do kart indoor. Ainda tinha muita pista de kart de aluguél em São Paulo. Em 1995 chegou a ter 102 pistas na Grande São Paulo. Eu sei porque fui sócio (por alguns meses) de uma.

Promoções começaram, claro, a pipocar em todo canto.

A primeira grande prova com karts de endurance aconteceu em Itú, no kartódromo então recém inaugurado. 

Essa história não tem nada que ver com o endurance de 24 horas de Itú mas começa nele, uma vez que o kart da foto aí de cima foi comprado pra correr lá pelo Gabriel Marazzi, que montou um esquema até que bacana, com trailler pros pilotos atrás dos boxes e um bom aparato de ferramentas e peças. Pena que a inexperiência do time todo não o levou a uma colocação legal, apesar de terem eles terminado a corrida.

Ocorre que esse kart acabou ficando comigo e íamos, Gabriel, eu e alguns convidados, andar de vez em quando em pistas do interior do Estado.

Acabei comprando esse kart e fazendo as primeiras provas de um campeonato então chamado Sprint.

Só pra lembrar, os karts de corrida eram iguais aos de locação e treinávamos à noite, enquanto a pista era locada para diletantes.

Tive o prazer de correr com muita gente boa na minha pequena equipe. E muita gente ruim também.

Os piores foram os que fizeram a primeira edição das 500 Milhas da Granja Vianna comigo. Ou eu com eles, já que eu é que fui convidado por eles pra fazer essa prova.

O cara aí da foto, meu amigo desde sempre, me liga num belo dia me contando da prova, que eu não sabia que existia. Me propôs correr de graça, o que me interessou. Os outros nove pilotos é que arcariam com a inscrição, compra de pneus, peças, combustível (não lembro se tava incluído no valor da inscrição), óleo, etc. Uma pista de indoor nos emprestou dois motores e levei meus dois como reserva. Eu tinha também vários jogos de roda de reserva e ferramentas suficientes pra desmontar e montar o kart inteiro.

Na verdade o hardware todo era meu, incluindo uma pickup que fazia o transporte de tudo.

Tínhamos tudo pra fazer uma boa prova, ou pelo menos uma bem razoável, se se desconsiderasse a absoluta falta de experiência de mais da metade dos dez pilotos que iriam levar o kart até o fim da prova.

Os treinos não foram catastróficos, menos pra mim. Todo mundo queria pegar a mão do kart e da pista e não sobrava tempo pra EU andar. Naquela época eu gostava muito de andar de kart e treinava pelo menos duas vezes toda semana . Bem mais do que hoje.

Os tempos dos pilotos "contratados" não me animavam em nada. Sendo bem honesto, eles não sabiam nem guiar direito. Quanto mais tirar o máximo possível de um kart de endurance.

"Quéisso, Irineu! A gente tá aqui pela farra", me disse um deles. Fosse eu menos burro, tirava o time de campo naquela hora e ia jogar tranca com minhas irmãs em alguma praia pouco frequentada no litoral norte do Estado de São Paulo.

Corrida é assunto sério, sempre. Pelo menos pra mim. Dentro de um kart ou carro de corrida todo mundo é do mesmo tamanho e dá pra encarar qualquer adversidade basicamente usando só a experiência. 

Pra mim, isso.

Acreditando em milagre, fui adiante no projeto de fazer a corrida.

Deixei minha pickup com o cara da foto e peguei a que estava com ele, bem maior, pra levar todo o equipamento de uma vez só pra Granja Vianna.

Montei o box praticamente sozinho. Faltando poucas horas pra começar a classificação é que contratei um ajudante. A idéia era eu fazer tudo sozinho: pilotar nos stints que me cabiam, manter o kart funcionando por 12 horas ou mais e coordenar os outros nove caras.

Mas isso não durou muito. Um deles, já experiente e campeão paulista numa categoria de carros rápidos mas não qualificado pra guiar kart de dois motores queria fazer ou a classificação ou o primeiro stint, ou seja, a largada. 

Rá! No MEU kart.

Não é por nada mas se tem uma coisa que sei fazer muito bem é largada. Classificação, numa prova longa, não tem tanta importância. Mas a largada tem muita. Tem muito tráfego e mais da metade do grid quer ir pra frente o mais rápido possível. Tem que ter muita paciência, visão de corrida, conhecimento da pista e jogo de cintura pra escapar das cagadas burradas dos outros.

O traçado das 500 Milhas era exclusivo dessa prova e liberado para os pilotos apenas no dia da prova, poucas horas antes. Não tinha muito tempo pra treino porque era uma medida pra tentar nivelar os pilotos amadores aos profissionais, creio eu.

Não deu outra. Perdí a discussão e acabei fazendo só a classificação, deixando o multicampeão intergalático largar.

Uma curva, duas, três, quatro e... pimba!

O multicampeão se deixou envolver numa porrada e nem fechou a primeira volta, levando MEU kart para o box. Uma roda traseira quebrada e carenagem (novinha) detonada.

Eu e o ajudante trocamos tudo rapidinho e botamos o cara pra andar outra vez. Em seguida, eu guiando. O kart tava ótimo apesar dos fracos motores emprestados. Não demorou muito e me tiraram da pista. Por mim, ficava lá até hoje.

O próximo piloto parou com um motor inoperante. Trocamos de motor e o kart voltou pra pista. Desmontando parcialmente esse motor emprestado, saquei que era muito velho e desgastado. Nem preciso dizer que os motores que usamos na corrida nos foram entregues aos 45 minutos do segundo tempo e não tive tempo pra revisá-los. Óbvio também que eu queria muito economizar os meus motores. Mas não teve jeito.

Os balancins dos motores emprestados, desgastados que estavam, saíam do alinhamento válvula/vareta constantemente. Era fácil de arrumar isso, até, mas o problema voltava. Então botei os meus motores, mais confiáveis, pra andar.

Isso consome tempo, claro. Tempo e paciência, já que eu tinha que fazer a troca contando apenas com a ajuda do menino que contratei e com palpite de todo mundo.

Paciência é um atributo escasso na minha personalidade, diga-se.

Mas...

Motores em ordem, vamos tentar recuperar uma parte do prejuízo. 

Uma dada hora, a da troca dos pneus, entra um piloto para fazer seu primeiro stint (devia ser a quinta ou sexta hora do kart na pista). Pneus trocados e calibrados, mandei o cara pra pista. Já era madrugada e tava serenando.

Vou parar o relato agora pra pensar um pouco. Pneus novos requerem algumas centenas de metros até que comecem a funcionar direito. Tanto por causa da temperatura como pelo fato de não serem "limpos" de outro material que não seja a própria borracha. Além do que, à noite pistas de asfalto esfriam, retardando o aquecimento dos pneus.

Voltando à corrida, o cara deu uma volta e entrou no box pedindo pra calibrar os pneus porque o kart tava absolutamente sem grip.

Meu ajudante foi correndo pegar o calibrador de pneus e o bico da mangueira de ar. Ainda bem que eu tava de olho nessa hora. Não deixei, claro, o ajudante fazer nada. Fui até o kart e perguntei o que tava acontecendo. O cara berrou outra vez que o kart tava sem grip e queria mudar a calibragem dos pneus.

Paciência acaba e a minha acabou naquele exato instante. 

Tirei o cara do kart aos berros, dizendo que ele não precisava nem mais ficar no kartódromo porque não ia mais guiar aquele kart. O MEU kart.

Subí eu mesmo nele e fui pra pista. No kart que não tinha grip e precisava de nova calibragem nos pneus. 

Na amurada dos boxes, apenas meu ajudante torcia por mim. E muito! Acho que nunca fiz tanta ultrapassagem na minha vida. Por dentro, por fora, em freada de fim de reta, em subida, em descida, com as quatro rodas no ar (tem um jump no traçado das 500 Milhas). Eu não sabia mas foi nesse stint que nasceu o nome deste blog. 

O resto apenas olhava.

Depois desse stint entreguei o kart, o box e tudo que tinha dentro pro resto da equipe e fui dormir dentro da minha pickup. Quem me conhece sabe que uma vez desligado desse mundo terreno, difícilmente acordo por interferência externa. E foi o que aconteceu. Só acordei com o dia já claro.

No box, descobri que muitas equipes tinham abandonado a prova. Descobri também que a minha equipe tinha virado zona na minha ausência. Até o filho do multicampeão tinha pilotado o kart. Nem inscrito pra prova ele tava.

A última visão do meu kart na pista foi de um dos pilotos do meu time atrapalhando o kart oficial do cara que nos emprestou os motores. Mas mesmo assim terminamos uma posição adiante do kart do time do Rubens Barrichello.

Trigésimo, acho. Se bem que isso não tem a menor importância, uma vez que piloto só conhece três categorias de números ordinais: de primeiro a nono é uma. De décimo a décimo nono é outro e diz-se péssimo (péssimo primeiro, péssimo segundo e adiante). E de vigésimo em diante é tudo bagagésimo e não faz a menor diferença.

Paris, década de 40








As fotos, obviamente roubadas, são da revista Life. Não conseguí achar nenhuma referência pra elas. Quando achar, faço um update.

Segura na mão de deus e vai...

de KLM.

Stop motion

Se isso não é legal, não sei mais o que possa ser.

video

Segura na mão de deus e...

larga logo pra não perder a concentração que o caso requer o máximo de destreza.

Alá:

video

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Cafe racer

Desse retrovisor pra instalar no semi-guidão a gente tem. Só que mais bonito.

video

Royal Racer

Não tem quem não reclame das fotos que eu faço de encontros e passeios de carros e motos antigos. Mas pra foto normal tem fotógrafo lambe-lambe.

Prefiro desse jeito:

video

Cuidado! Ladrão à esquerda.

Eye level

Devagarzinho, mas vale a vista. Volta de instalação com Lucas di Grassi em Spa. Wet condition. O cara tá com uma cam na altura do olho, atrapalhando a visão estéreo. Reclamou nos releases que é foda difícil guiar com um olho só.

É mesmo. Faz uns dois anos que detonei uma das minhas córneas com pó de fibra-de-vidro. Mas acostuma-se.

domingo, 15 de julho de 2012

Teste do alce, again



Todo mundo lembra da celeuma sobre a estabilidade dos ótimos Mercedes A 160 e A 190, não? O carrinho capotou, se bem me lembro, num teste do alce, que consiste em desviar e retomar a trajetória bruscamente a uma dada velocidade, como se se estivesse desviando de... um alce (mas pode ser um bebum, um motoboy, um tijolo, etc).

Agora tão falando mal da Grand Cherokee.

Tá nesse video aqui.

Minha opinião?

Melhor manter alces longe do volante.

Update


O Lula manda esse video, que pela minha lógica prova que árabes e alces dividem o mesmo DNA. Mas os árabes tiram proveito disso.


Caixa d´água II



Parece que só tem esse 280Z no Brasil