segunda-feira, 2 de maio de 2011

Restaurando carburadores I

Começado (finalmente) o blog, hora de engatar marcha acima.
Eu gosto de motores VW refrigerados a ar. Tenho alguns. Um tá montado num Fusca (depois faço um post só pra ele). Outro tá montado num Puma (desse vou fazer vários posts).
Uma coisa que muda a vida de um motor VW a ar é sua carburação.
Carburador é coisa do passado ante modernas injeções de combustível, que até leem misturas exóticas e as adequam ao funcionamento do motor no qual estão instaladas.
Mas carburador é coisa simples, até. Para uns poucos. Desses que vou mostrar aqui eu entendo um pouco. São os Solex 32 PDSIT que equipavam Brasilias, Variants, Fuscas (só os mais legais), Pumas e outros.
Não vou simplesmente mostrar um solequinho (como a gente os chama na intimidade). Vou falar como se restaura um.

Esses aí em cima chegaram às minhas mãos em péssimo estado. Galerias entupidas, algumas peças faltando, gicleurs atarrachados com alicate. Um horror. Depois tem mecânico que fala que motor a ar fica bom é com carburação simples.
Se um ignorante desses aperta um gicleur com alicate, que dirá equalizar e sincronizar os dois com equipamento adequado.

Limpar não tem muito segredo: desmonta-se tudo e separa-se o que dá pra aproveitar do que tem que ir pro lixo. As partes principais (tampa, corpo e corpo da borboleta) devem ser lavadas em banhos químicos. Não vou entrar em detalhes sobre isso. Vai que alguém se machuca e bota a culpa em mim...
É depois da "quimioterapia" que começa a parte legal, com a verificação de cada galeria. Todos os condutos devem estar absolutamente isentos de qualquer sujeira. Se não tiver outro jeito, usa-se um arame bem fino pra testar (e só pra isso) se foi tudo limpo na fase quimioterápica ou se precisa voltar para o banho ácido.

Depois eu continuo