terça-feira, 3 de julho de 2012

Maria de Villota, test car driver



Maria de Villota, piloto de teste da Marussia F1 Team, deu uma bagaçada num campo de pouso onde fazia testes preliminares.

Ao que parece estava saindo do box (ou da área da oficina) a baixa velocidade. Especula-se que a ECU do motor entra em modo anti stall e mantém 50% de aceleração pra garantir que o motor não vai apagar.

Só que 50% de aceleração num motor de F1, que deve ter mais de 700 hp é muita potência. Com as rodas dianteiras viradas sobre chão provavelmente sujo e sem aderência é quase certo que dê merda mesmo.

A notícia tá aqui.

A despeito da Maria de Villota ser mulher, o que não é usual no mundo da F1, de ser provavelmente o shake down de um carro novo ou que tem modificações grandes, o acontecido só confirma o fato de que o conhecimento mecânico extremamente necessário para guiar carros rápidos (e mesmo lentos) está cada vez mais sendo deixado de lado na formação dos pilotos.

Faz tempo que tô falando isso: da indoorização do automobilismo. Entrega-se pacotes prontos, equalizados e "competitivos" a pilotos com grana e tá feito o espetáculo.

Não é bem assim. Piero Taruffi e Expedito Marazzi, minhas referências no âmbito da pilotagem de competição, já sistematizaram o assunto faz tempo. Três elementos devem ser considerados: o homem (mulher também, vai), o meio e a máquina. Deve-se ter a exata noção de si próprio, do carro e da pista antes  que se exija performance máxima (ou média, como parece ser o caso).

Mas agora que a merda tá feita, só resta torcer para que nenhuma cicatriz estrague a bela aparência da Maria de Villota.