sábado, 23 de junho de 2012

1972, CanAm

CanAm sempre foi sinônimo de Mclaren. Bruce, um neozelandês, foi fazer a América e conseguiu. Por anos só os carros dele ganhavam as provas da CanAm Series.


Uma categoria impensável hoje, já que não tinha muita limitação. Podia tudo, desde big blocks com mais de 700 hp até motores turbocomprimidos.

Eram carros relativamente pequenos e leves, extremamente potentes e calçados com pneus enormes. Nas pistas que dividiam com a F1, andavam mais rápido.

Aí embaixo tem dois filmes que resumem a temporada de 1972. Se não estou enganado foi o ano em que a Porsche, a Audi e Roger Penske se juntaram pra acabar com a hegemonia dos Mclaren-Chevy. Os Porsche 917, quase iguais aos que participaram do Mundial de Marcas (além de alguns 908/2 e 908/3) já participavam desse campeonato mas sem ameaçar seriamente os kiwi cars. 

A "baixaria" começou com a versão 917/30, derivada do 917 PA (versão do carro de endurance só que spyder), com outra carroceria que lhe provia mais pressão aerodinâmica e... dois turbocompressores, uma pra cada bancada de cilindros do flat twelve.

Usei o termo baixaria porque jamais um motor aspirado vai competir de igual pra igual com um turbo se não houver limitação pra este último. Os motores aspirados usados na CanAm por quase todo mundo eram derivados de big blocks de rua, com 7.000 ou mais centímetros cúbicos de deslocamento (o maior que eu tenho notícia tinha 8.200 cc). Na época era usual a obtenção de 100 hp por litro em motores mais bem preparados.

Esse paradigma foi demolido pelos mais de 1.000 hp sacados do motorzinho refrigerado a ar de doze cilindros e 5.000 cc do Porsche 917/30.