terça-feira, 12 de junho de 2012

Beatrice Lola


Cento e quatro minutos e vinte e seis segundos. É a duração total dos dois filmes a seguir. Vale assistir cada um deles, garanto. É o registro do nascimento do motor Ford Cosworth turbo de F1, desde os primeiros testes com um quatro cilindros em linha super comprimido por um compressor industrial externo até o primeiro treino oficial em corrida, já instalado num chassis Lola Beatrice. 

Impressionante a integração entre Keith Duckworth e seu time na Inglaterra, Carl Haas e time no Estados Unidos e a fábrica de carros de corrida da Lola.

Muito legal ver a comunicação entre engenheiros americanos e ingleses pelo então incipiente e-mail. Mais legal ainda ver o pequeno suporte dado pelos computadores de então. Hoje sai tudo sozinho. Basta comprar um software apto a desenhar motores, apertar o botão "F1", escolher a modalidade "turbo", simular o funcionamento, corrigir alguns detalhes e fazer o "print out" num torno CNC.

Não falei dos pilotos porque são irrelevantes na fase de projeto, a não ser para que lhes sejam tomadas as medidas pra fazer o banco e a justar a ergonomia do cockpit, na medida do possível. Mas, vá lá, Alan Jones e Patrick Tambay dirigiram o carro, anteriormente equipado com o motor Hart de quatro cilindros. Esse é, aliás, um motor legal que não tinha cabeçote (tinha, vai, mas era bem diferente do usual), que vai ser assunto mais adiante.

Os videos, claro, não são legendados em português. Mas inglês é a língua oficial do mundo e todos entendem, não é?