domingo, 24 de junho de 2012

Veendo bem de perto

Carro de corrida não quer dizer apenas um motorzão forte e um piloto babando na gravata de vontade de acelerar. Carro de corrida, ou, montar e guiar um é até mais que ciência. É arte.

Demanda conhecimento teórico e capricho, antes de mais nada. E ferramentas de precisão, claro, pra fazer os ajustes necessários.

Não era bem pra falar de carro de corrida esse post mas sim do já tradicional e sempre agradável encontro dos Antigomobilistas de Interlagos.

Mas olha só o que tava lá:


Um Naja (acho que é esse o nome que deram pra ele. Nunca lembro) de F Vee. Um carro parecido com este que eu andei em Piracicaba.

Mas não é um Naja qualquer. É o que é preparado pelos competentes Rui e Marcelo Carloviche, amigos de longa data. O carro é do Adriano Griecco.

Preparação é tudo num carro de corrida. Mais do que o carro, até. Um carro bem preparado ajuda pacas na hora da pilotagem, do vamuvê na hora agá. A gente não precisa se preocupar com problemas e pode se concentrar só em tirar tudo o que dá pra tirar ou de economizar quando tem que economizar (odeio a expressão "administrar a corrida" - quem administra geralmente só sabe fazer isso mesmo: pilotar Excel).

Então vamos ver alguns detalhes do carro mesmo que o Marcelo queira me matar depois, já que preparador não gosta muito de ensinar nada pra ninguém.

He he he...

A refrigeração

O Vee foi pensado pra não usar capa de ventoinha e ventoinha. Só pra lembrar, ele usa o antigo motor VW refrigerado a ar. Como o carro é pequeno e os cabeçotes ficam pra fora da carenagem, teoricamente nem precisaria da refrigeração forçada. Só que usando ventoinha o controle da temperatura do motor fica bem mais, digamos, seguro.

Como não cabe a capa da ventoinha original no package traseiro, inventaram uma de fibra-de-vidro. É onde está o primeiro segredo do Naja preparado pelos Carloviche. Não vou entrar em detalhes, apesar de saber todos, pra não apanhar mais dia menos dia. Mas tem uns segredinhos nessa ventoinha. Coisa de quem entende de VW a ar e corrida de carro...

Alá ela:

Cheia de pás, a ventoinha. A coisa preta em volta é a capa de fibra.

Foi modificada, claro, na oficina dos Carloviche. As capas dos cilindros, originalmente de metal, foram copiadas em fibra também. Ficaram desse jeito:

Vista da parte de cima da capa dos cilindros esquerdos.

Por baixo ficou com essa aparência.

Além da ventoinha modificada tem uns dutos de ar captados no meio do carro e que auxiliam o escoamento do fluxo de ar quente. Puta sacada, essa.

Alá:

Isso vai mudar de formato.


Refrigeração quase resolvida. O radiador de óleo tá aqui:


Não é o lugar mais adequado pra captar ar frio mas tá funcionando bem. Já tem idéia nova sobre isso. Depois eu conto qual é.

Outra hora mostro mais alguns detalhes desse carro, que já tá andando super bem apesar de ser novo.