terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Arquibancadas vazias.

O mimimi sobre a morte do automobilismo no Brasil é gigante. E tá crescendo.

Não entendo bem por quê...

Em São Paulo as arquibancadas sempre foram vazias em corridas do campeonato local. Sempre. E pra falar a verdade, ainda bem que sempre foi assim. Sempre fui ver corridas de carro no autódromo e sempre escolhia ver as provas desertas de público do campeonato paulista. Primeiro porque tinha lugar pra escolher à vontade, podia mudar de spot durante a corrida sem problema e, melhor de tudo, acabada a última bateria não sobrava quase ninguém pra me ver roubando umas voltas no circuito. Mas isso é outra história.

No fim da década de 70 o panorama era basicamente o mesmo de hoje. Provas badaladas como a Fórmula Super Vê, Campeonato Brasileiro de Viaturas de Turismo da Divisão Um e outras, tinham público. E as deliciosas provas do campeonato paulista (de qualquer coisa, mas eu ia pra ver a pancadaria na Divisão Um) encontravam sempre as arquibancadas às moscas.

Peguei dois filmes pra ilustrar isso. O primeiro é uma etapa do Campeonato Brasileiro de Formula Super Vê. Autódromo cheio. Alá:


Este outro é de uma etapa do Paulista de Divisão Um, em 1976, mesmo ano do filme acima: Ó só como tão as arquibancadas:


A mesma coisa acontece hoje. Stock (e derivados) e Formula Truck (nem carro é, isso aí) sempre com bastante gente e transmissão (ainda que meia-boca) de TV. Provas do Paulista, seeeeempre às moscas.

Mas quer saber? Pra mim tá bom assim. Porque sempre foi desse jeito em São Paulo.

Nem mesmo a excelente iniciativa da Formula Vee leva gente pra pista em provas do Paulista (aliás, sobre a Formula Vee, que conheço bem de perto, um dia eu escrevo. He he he...).